HOMOSSEXUALISMO

A homossexualidade é um fenômeno paralelo à própria história da civilização. Nas diferentes sociedades, através dos tempos, o homossexualismo vem sendo um fator constante, embora diversamente interpretado e explicado, às vezes admitido e por outros condenados.

            Numa época de profundas transformações de ordem econômica, social, ética e moral, como a que vivemos, é inconcebível a que o homossexualismo seja ainda considerado como assunto “tabu”. Independentemente das imagens e representações que dele se fazem, é preciso situa-lo como fato concreto.

            Os progressos da ciência, particularmente os da psicanálise, vêm reduzindo o fenômeno da  homossexualidade a proporções humanas, situando-o no contexto da psicologia e da socilogia.

Homossexualismo – desejo sexual de uma pessoa dirigida a membros do mesmo sexo. O homossexualismo feminino é freqüentemente chamado lesbianismo, originário de Lesbos, onde morava a poetisa grega Safo (reputada como homossexual), por volta de 600 a.C. Tradicionalmente, o homossexualismo foi pecado pelo qual Sodoma foi destruída pelo castigo divino, daí o termo popular “Sodomita”. Esta interpretação depende de uma tradução insegura, ao passo que Ez 16:49. Oferecem outras razões para o julgamento. A pressuposição do homossexualismo em Sodoma data da ocupação grega da palestina, quando “o pecado grego” colocava a juventude judaica em grande perigo, e era necessária uma advertência bíblica.

O homossexualismo tinha sido condenado tanto em Levítico (18:22; 20.139, onde é abominável ao Senhor, impureza e passível de pena de morte, e em deuteronômio (23:18), onde é proibido trazer o salário de uma prostituta ou de um homossexual (“cachorro”) à casa de Deus para o pagamento de votos religiosos, sendo que os dois tipos de pessoas eram abomináveis a Deus.

Alguns sustentam que a tolerância (instituição) da prostituição homossexual contribui para a decadência da juventude e exército grego. A lei romana a castigava severamente já no século III a.C., e posteriormente protegia menores e proibia o uso de recintos para isso, sob pena de morte – até mesmo queimando o culpado. A preocupação de Roma era provavelmente mais militar do que moral.

Tais leis demonstraram que a prática era antiga e de ampla divulgação. Hoje, segundo tem sido alegado, entre quatro e cinco por cento dos homens brancos adultos, são homossexuais; entre dez e vinte por cento, bissexuais; os demais, heterossexuais; mas devem ser reconhecidas inúmeras graduações: uma “escala de seis pontos” de graus de homobi – e heterossexualidade simplifica demasiadamente a situação.

A reação cristã primitiva é expressa pelo Apóstolo Paulo: os homossexuais “não herdarão o reino de Deus” (I Cor 6:9-10); por causa da idolatria Deus entregou os pagãos “a paixões enfames” porque até as suas mulheres mudaram o modo natural de suas relações intimas, por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher.., Rom 1:26-27. (ELWELL, p. 270-273).

Qual é a Causa da Homossexualidade?

            Psicólogos e psiquiatras concluem que nesses desvios não existem problemas congênitos. Ninguém nasça homossexual. Também não tem sido possível provar a existência de homossexualismo por transtornos biológicos, por “problemas hormonais”, como se diz popularmente. Pode se aplicar em homossexual hormônios masculinos sem que isso mude em nada as suas tendências. Os psicólogos preferem falar hoje de “comportamento homossexual” e não de “pessoa homossexual”. Os fatores determinantes são basicamente psicológicos, educacionais, sociais e ambientais. A homossexualidade é uma conduta aprendida; o (ou a) homossexual não nasce assim, ele se torna.

            Os psicólogos apresentam diferentes explicações e de nenhuma maneira se pode achar “a causa” do problema. Em muitos homossexuais a tendência é desenvolvida na infância, pois não se identificam com o pai de seu próprio sexo. Uma criança do sexo masculino que tem uma mãe dominante e um pai fraco e pouco de respeito, pode passar a depreciar o pai e passar a identificar-se com a mãe. Ou se existem tensões entre os pais, e o pai é cruel, a criança tende a identificar-se com quem está sofrendo as frustrações mais intensas: a mãe. Em contrapartida, a filha pode reagir perdendo o respeito para com os homens em geral a admitir unicamente as mulheres.

            A maioria dos homossexuais tem um pai pouco afetivo, e mantém escasso contato com ele. É geralmente um rival ciumento e agressivo do seu próprio filho, pois teme que sua mulher o prefira a ele. Por isso, está constantemente tratando de bloqueá-lo, deixando-o sem liberdade, nem iniciativa, nem segurança para agir.

            Também se considera como um fator importante no desenvolvimento da homossexualidade masculina, a preocupação da criança de que, ao nascer, seu sexo fosse uma desilusão para seus pais. Algumas mães permitem que o filho tenha sobrenome feminino e se comporte, vista e brinque com uma mulher. No fundo, dão-lhe uma permissão inconsciente para a homossexualidade. É muito fácil desviar a energia sexual dos jovenzinhos, especialmente quando chega a puberdade. Nessa etapa, os jovens começam a interessar-se por pessoas do outro sexo.

            É muito possível que a influência demoníaca seja um fator da inversão, mas a Bíblia não indica que a homossexualidade seja o sintoma de possessão demoníaca. Ela parece ensinar que a homossexualidade é um pecado da carne. A maioria dos invertidos não é endemoninhada.

Existe cura para o homossexual?  O apóstolo Paulo fala acerca de crentes que tinham sido “efeminados” e dos que “se deitavam com varões”. Com respeito a isto ele diz: “não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem impuros, nem idolatra, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarento, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. E tais fostes alguns de vós. Mas foste lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo espírito do nosso Deus.” I Cor 6:9:11.  (HOFF, p. 159-162).

            A tentativa de compreender as causas é muito recente e importante para a formação de um julgamento cristão.

1)         Visto que a curiosidade e a experiência sexual do indivíduo geralmente se inicia com seu próprio corpo e, depois com outros corpos do mesmo sexo, uma fase de interesse homossexual na puberdade é normal. Portanto, algum interesse homossexual adulto pode ser simplesmente um desenvolvimento paralisado, devido a extremos de introversão, desfiguração, medo de rejeição, incapacidade de sociabilidade de um filho único ou alguma deficiência física. Esta explicação do desenvolvimento paralisado leva muito homens heterossexuais a tratarem com desprezo os homossexuais, como “meros moleques”.

2)         Depois deter ocorrido o relacionamento heterossexual com alguém do sexo oposto um caso infeliz de amor, uma doença, um medo patológico de homens e mulheres ou coisa semelhante pode levar à regressão, a uma volta ao alívio furtivo, porém mais seguro, inicial da puberdade.

3)         As causas do meio-ambiente incluem a sociedade artificial exclusivamente masculina numa escola, exercito ou prisão com detentos de um só sexo; um relacionamento errado entre ou com pais ou qualquer adulto com sexualidade exagerada, o ressentimento ou protesto masculino contra mulheres  agressivas, predatórias ou demasiadamente dominante, ou da parte de mulheres contra homens semelhantes etc.

4)         As causas constitucionais incluem os fatores genéticos ou hormonais que condicionam o indivíduo, desde seu nascimento, a reagir sexualmente a seu próprio sexo; parece não haver dúvida alguma de que, em alguns casos, a disposição homossexual pode ser inata, pré-natal em sua origem, totalmente involuntária.

O homossexual e a religião

            Tem-se por vezes tendência para exagerar a importância do problema religioso para os homossexuais. Nada permite pensar que, estatisticamente, a proporção dos crentes e dos praticantes seja mais forte entre eles que no resto da população. Entretanto, o fundo religioso permanece tão forte na maioria das atitudes anti-homossexuais de nossa sociedade que se torna necessário esquadrinhar um pouco mais de perto a questão.

            Há alguns anos, poder-se-ia dizer, quase sem nuanças, que as igrejas cristãs, e a igreja católica na primeira fila, condenavam a homossexualidade global e irrevogavelmente, em nome da bíblia (história de Sodoma, levítico), do Novo Testamente (Apóstolo Paulo) e dos pais da Igreja. O pecado de Sodoma era considerado como um dos mais abomináveis e nenhuma justificação era admitida nem mesmo encarada. (DANIEL; BAUDRY, P. 108)

Um ponto de Vista Cristão

            Esta discriminação entre a condição e a conduta é essencial a uma reação cristã imparcial. Os atos homossexuais continuam a provocar nojo. Embora a ingnorância e o medo, para os que são vulneráveis, se misture com ela, a repulsa moral às vezes é uma reação sadia – como também é a reação diante da crueldade leviana. Aquino articulou pela primeira vez a antiga intuição refletida em levítico, Deuteronômio (onde a homossexualidade é vinculada a bestialidade como perversão) e em Paulo, de que atividade homossexual é essencialmente desnaturada, uma perversão da ordem natural que liga o sexo com a procriação e, portanto, é um desafio contra a lei natural divina. (ELWELL, p. 270-273).

            Por fim, a Igreja tem motivos para regozijar-se pelos fatos de ter a sua disposição os melhores recursos para ajudar as pessoas portadoras de problemas sexuais: amor e compreensão cristãos, conceitos claros que permitem diferenciar o mal do bem, as promessas da Palavra de Deus, o perdão divino e o poder do Espírito Santo, os quais podem proporcionar a vitória.

BIBLIOGRAFIA

ELWELL, Walter. A. Enciclopédia histórico teológico da igreja cristã. São Paulo: Vida Nova, 1990.

HOFF, Paul. O pastor como conselheiro. São Paulo: Vida Nova, 2001.

DANIEL, Marc; BAUDRY, André. Os homossexuais. Rio de Janeiro: Artenosa, 1977.

ALBERT, Ellis; ALBERT, Abarbanel. Enciclopédia do comportamento sexual. Vol 4, Rio de Janeiro: civilização Brasileira, 1968.

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