Lidando Com a Depressão

Lidando com a Depressão

Nossas igrejas estão cheias de pessoas que estão sofrendo, mas têm vergonha de falar sobre isto com os irmãos, com medo de serem criticadas ou de serem acusadas de não terem fé, de não estarem orando o suficiente. Estas atitudes para com elas, só fazem com que sintam-se rejeitadas e culpadas. O que acontece então, é que estas pessoas tendem a se esconder, a entrar em suas “cavernas”, a abandonar os amigos e os parentes, assim como a sua congregação.

Pessoas depressivas  perdem suas motivações para a vida, param de sonhar, perdem a esperança no futuro, passam a ter um sentimento de fracasso, crêem-se  incapazes de achar uma saída.  Seu primeiro desejo é desistir de lutar. Sente-se fraco e desanimado.  O desejo de solidão, evita o contato com o outro e a intimidade e dessa forma, o deprimido se livra de um envolvimento emocional e afasta de si, sentimentos internos e dolorosos. O deprimido começa a construir muros ao seu redor, com receio de ser atingido pelas críticas religiosas.

Acontece que estes muros irão impedir também que cheguem até ele as demonstrações de amor, e o que mais o deprimido precisa é saber que é uma pessoa especial, que é amada e que pessoas se importam com ela e querem o seu bem estar. A igreja deve agir como uma Comunidade Terapêutica, e possuir empatia a ponto de perceber a dor e o sofrimento de seus membros. Detectando esta dor, deve agir com amor, pois o amor é terapêutico.

No texto abaixo citado, podemos ver também a missão da igreja como uma comunidade que vive em amor, prega o amor e demonstra amor a todas as criaturas, principalmente para com os domésticos na fé.

Em Isaias 61:1-4, lemos sobre a missão do Messias:

“O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim, porque o Senhor me escolheu para levar as boas notícias de salvação aos desanimados e aflitos. Ele Me mandou consolar os que têm o coração partido, anunciar liberdade aos presos e dar vista aos cegos… Ele Me mandou consolar os que estão chorando, e dar a todos os que estão de luto em Israel, uma bela coroa em vez de cinzas sobre a cabeça, perfume de alegria em vez de lágrimas de tristeza no rosto, roupa de festa e louvor em vez de um espírito abatido.  Porque o Senhor vai plantar esse povo e eles serão belos e fortes como carvalhos e darão glória a Ele. Eles vão reconstruir as cidades destruídas, as antigas ruínas, tornarão a edificar o que ficou arrasado”.

O texto nos fala sobre a notícia de salvação aos aflitos;

Consolo aos que têm coração partido;

Consolo aos desanimados;

Consolo para os que estão aflitos;

Consolo aos que choram suas perdas;

Promessa de reconstrução.

Agora, preciso fazer uma pergunta a você meu amigo que lê esta mensagem neste momento. É uma pergunta crucial, que foi feita a mais de 2000 anos atrás: “Quer ser curado?”

A sua resposta é importante, pois se for positiva, significa que você reconhece que está doente e necessita de cura. As doenças emocionais necessitam de tratamento tanto quanto as doenças físicas e espirituais. É preciso em primeiro lugar então que você queira ser curado. Porque estou afirmando isto? É porque muitas das vezes a enfermidade emocional representam ganhos para o doente, esta é talvez a única forma que encontram para que os outros se preocupem com ele e lhe dêem atenção. Se isto está acontecendo, para que ficar curado? Permaneço triste no meu canto chorando e tenho as pessoas e familiares ao meu redor se preocupando comigo, com o meu bem estar… Isto é um ganho, então para que mudar? Além disto, mudar, implica em enfrentar o que não se conhece e isto intimida. Mudar significa conhecer-me a mim mesmo, meus medos, minhas aflições meus traumas, meus fantasmas e aprender a lidar com eles. Ficar curado é conhecer-se melhor, é encontrar-se consigo mesmo a fim de que consiga encontrar-se com o outro.  Ficar curado é sofrer transformação, é mudança de comportamento, é estar disposto a agir, em vez de ficar se lamentando e murmurando.

Já está comprovado cientificamente, o poder curativo da fé, de acordo com pesquisa abaixo divulgada pela internet:

“Diz o psiquiatra Harold Koenig, diretor do Centro para Estudos da Religião, Espiritualidade e Saúde da Universidade Duke (EUA), esse “reencontro entre Deus e medicina” partiu dos pacientes, que estão exigindo maior humanização no atendimento, e de constatações científicas de que a crença religiosa pode influir (para o bem ou para o mal) na saúde do homem.
Os cientistas descobriram que a religião dá aos pacientes mais tranqüilidade para expor seus problemas e serenidade para se entregarem a procedimentos cirúrgicos, diz o cardiologista Roque Marcos Savioli, um dos pioneiros no Brasil a levar Deus para o consultório, ou melhor, a introduzir o assunto durante a consulta. Ele até sugere ao paciente mais religioso que ore junto com ele durante o exame clínico. “Isso é um calmante”, diz o médico, autor de ´Milagres que a Medicina Não Contou´ e ´Depressão – Onde Está Deus?´ (editora Ágape).
Koenig, o papa dos estudos sobre espiritualidade e medicina, afirma que, entre as 24 pesquisas que já realizou em 20 anos, a que mais o surpreendeu foi a que abordou o efeito da fé sobre o sistema imunológico.

Pesquisas
Entre 1986 e 1992, foram colhidas 4 mil amostras sanguíneas de pessoas com mais de 65 anos que freqüentavam regularmente a igreja ou não tinham hábitos religiosos. O objeto de estudo foi a interleucina, proteína do sangue que indica o estado do sistema imunológico. O nível da proteína foi maior entre os fiéis, “o que quer dizer melhor sistema imunológico”.

“Depois que os cientistas descobriram que a fé tem poder curativo, a medicina tradicional passou a ter um interesse cada vez maior pelo assunto. A tal ponto que muitas escolas de medicina, no mundo inteiro, já colocaram no currículo o estudo da interação entre a espiritualidade e a saúde. Para Harold Koenig, do Centro de Estudos da Religião e Espiritualidade da Universidade Duke (uma das instituições mais reputadas dos Estados Unidos na área médica), “a fé é um fator determinante não apenas na cura mas também na qualidade de vida das pessoas”.

Os resultados de várias pesquisas apontam para várias evidências:

• pessoas religiosas vivem mais do que as que não acreditam em Deus e a longevidade é 10% maior;
• mulheres e homens que têm fé e rezam com freqüência se curam com mais facilidade em casos de doenças em que o estresse é fator determinante;
• têm menos depressão;
• e sofrem menos de estresse.

Pessoas que têm fé são menos propensas a fumar, beber, a consumir drogas, abandonam vícios com mais facilidade, raramente têm comportamento sexual de risco. São também menos ansiosas e mais atentas às regras e normas de segurança. Também seguem mais fielmente as orientações médicas.”

Até a ciência se curva diante do poder da fé! E nós, como ficamos? Quero ser curado?

Esta é uma decisão pessoal. Ninguém pode decidir por mim. No momento que eu decido pela cura e reconheço que tenho um problema, dou permissão para que Deus aja em mim. Saiba querido, que Deus quer restaurar os seus sonhos, quer incorporar a tua vida novas motivações, mas  Ele não fará nada que você não queira que Ele faça. Olha querido, Deus não desistiu de você, Ele está apenas aguardando como o pai do pródigo, que você se decida a voltar. Voltar para a vida, voltar para a alegria de viver, voltar para Deus!

Fé é a firme convicção das coisas que não se vêem. É preciso que você creia que Deus tem poder para te curar. Movido por esta fé e por este desejo de ficar curado mesmo que esteja fazendo uso de medicamentos (se necessário), mesmo fazendo terapia, saiba que com a ajuda de Deus tudo será mais fácil. Ore ao Senhor, creia em seu poder curativo e saiba que Ele tudo fará. Procura escutar o que Deus quer falar ao teu coração, creia que Ele está no controle de tudo. É Ele quem te anima e te consola, Jesus tem o poder de pegar os cacos emocionais da tua vida e fazer de novo, transformando, curando, restaurando.  Jesus quer levar o teu fardo, as tuas culpas, lance sobre Ele todas as tuas ansiedades e Ele cuidará de você!

Suely Barreto Litwinczuk

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